Tesla Model 3 sem carroceria roda, derrapa e salta; veja vídeo

Um criador de conteúdo comprou um Tesla Model 3 completamente desmontado por apenas US$ 2.000 e colocou o carro para rodar, derrapar e até saltar, mesmo sem itens básicos como para-brisa, carroceria e cintos de segurança. O caso chamou atenção ao mostrar que, mesmo nessas condições extremas, o veículo ainda indicava autonomia de cerca de 341 km com carga completa.


O responsável pela experiência é Remmy Evans, que encontrou o carro abandonado em Idaho após um projeto incompleto. O antigo dono pretendia transplantar o motor elétrico para um carro conceito dos anos 1970, mas desistiu após estimar cerca de 800 horas de trabalho para concluir a carroceria.

Evans conseguiu negociar o valor de US$ 3.000 para US$ 2.000 e levou um chassi funcional com bancos, volante, bateria e sistema elétrico, mas sem grande parte dos componentes externos e de segurança.

Mesmo após pelo menos dois anos parado, o carro surpreendeu ao manter autonomia elevada. Após troca de pneus danificados, o modelo foi recarregado e apresentou cerca de 212 milhas de alcance no painel.

No entanto, o sistema eletrônico indicava problemas. O carro registrava 78 códigos de erro, resultado da ausência de sensores, câmeras e sistemas de segurança removidos anteriormente.

Com esses sistemas desativados, o veículo acabou liberando comportamentos incomuns, como maior facilidade para derrapagens, já que controles eletrônicos de estabilidade não estavam ativos.

O youtuber chegou a dirigir o carro por cerca de 25 minutos em vias públicas até uma loja, sem ser parado, e depois realizou testes extremos em propriedade privada, incluindo condução fora de estrada e saltos.

A recarga também virou desafio. Sem compatibilidade com alguns carregadores rápidos, Evans precisou adaptar manualmente um conector para conseguir carregar o veículo. Mesmo assim, o processo foi limitado.

Outro problema surgiu com o software. Ao conectar o carro ao aplicativo da Tesla, começaram a aparecer alertas de manutenção e restrições de funcionamento.

Esse comportamento é comum em veículos modificados ou recuperados, já que os sistemas da Tesla monitoram constantemente os componentes. Quando detectam ausência de itens críticos, podem limitar o uso por questões de segurança.

Sem acesso confiável à recarga rápida, o tempo de carregamento pode chegar a 7 a 8 horas em carregadores de nível 2 e ultrapassar 14 horas em tomadas convencionais.

O criador pretende levar o carro a um centro de serviço da Tesla, a cerca de 40 minutos de sua casa, para avaliar a possibilidade de reativar funções como a recarga rápida.

O caso ilustra tanto a robustez do conjunto elétrico da Tesla quanto os desafios enfrentados por veículos modificados, especialmente quando o software passa a ser tão importante quanto o hardware no funcionamento do carro.

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