Um proprietário de Tesla afirmou que seu carro tentou levá-lo para dentro de um lago enquanto utilizava a versão mais recente do sistema de direção totalmente autônoma. O caso foi registrado em vídeo e publicado nas redes sociais, ultrapassando 1,2 milhão de visualizações em poucas horas.
O motorista, Daniel Milligan, relatou que o veículo rodava com a versão 14.2.2.4 do software, uma das atualizações mais recentes disponibilizadas pela marca. Nas imagens, o carro avança em direção à água antes de o condutor intervir. Assista ao vídeo na íntegra:
My Tesla tried to drive me into a lake today! FSD version 14.2.2.4 (2025.45.9.1)@Tesla @aelluswamy pic.twitter.com/ykWZFjUm8k
— Daniel Milligan (@lilmill2000) February 16, 2026
O episódio reforça uma sequência de ocorrências envolvendo falhas do sistema. Em maio de 2025, um Tesla com a função ativada saiu da pista e capotou após desviar inesperadamente. Em dezembro, na China, outro veículo colidiu frontalmente durante uma transmissão ao vivo, após o sistema mudar de faixa em direção ao tráfego oposto. Há ainda registros de influenciadores que não conseguiram completar um teste de longa distância antes de sofrerem acidentes.
A versão 14.2.2.4 foi liberada no fim de janeiro de 2026. A fabricante classificou o pacote como um refinamento da edição anterior, com melhorias no processamento de visão por redes neurais e no reconhecimento de veículos de emergência. Apesar disso, casos extremos continuam surgindo.
O sistema enfrenta crescente pressão regulatória nos Estados Unidos. Em outubro de 2025, a NHTSA abriu investigação envolvendo 2,88 milhões de veículos após conectar 58 incidentes ao software, incluindo 14 acidentes e 23 feridos. As apurações analisam situações como avanço de sinal vermelho e invasão de faixa contrária.
Há também investigação paralela sobre falhas no reporte de acidentes. Registros indicam mais de 50 mortes relacionadas a colisões com sistemas de assistência da marca, incluindo piloto automático e direção totalmente autônoma.
A Tesla passou a oferecer o recurso apenas por assinatura mensal desde fevereiro, em vez de venda permanente. A mudança foi interpretada por analistas como reconhecimento de que o sistema ainda funciona como assistência de condução avançada, classificada tecnicamente como Nível 2, e exige supervisão constante do motorista.
O caso reacende o debate sobre a nomenclatura utilizada para promover o recurso. Especialistas defendem que, embora tecnologicamente avançado, o sistema não substitui o condutor e permanece dependente de intervenção humana para evitar acidentes.

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