Geely aposta em carros a metanol e critica peso dos elétricos

O presidente da Geely, Li Shufu, afirmou que veículos elétricos com baterias de lítio podem pesar até o dobro de modelos movidos a metanol. A declaração foi feita durante o Fórum de Desenvolvimento de Veículos Elétricos Inteligentes da China em 2026 e reforça a estratégia da empresa de investir em combustíveis alternativos.


Segundo o executivo, o metanol apresenta densidade energética mais de dez vezes superior à das baterias de íons de lítio. Isso permitiria veículos com desempenho semelhante, porém com peso significativamente menor, fator que impacta diretamente o consumo de energia, especialmente em aplicações pesadas.

A discussão ocorre em meio a novas políticas do governo chinês que ampliam o apoio a diferentes fontes de energia. Entre elas estão infraestrutura para recarga, troca de baterias, hidrogênio e metanol, como parte de uma estratégia de transição para uma economia mais sustentável.

Em outubro de 2024, autoridades chinesas também incentivaram a criação de sistemas integrados de energia renovável, combinando fontes como solar, eólica, hidrogênio, amônia e metanol. Para a Geely, essas iniciativas indicam um movimento de substituição energética em larga escala no país.

A montadora investe em veículos a metanol há mais de duas décadas. O primeiro programa piloto oficial na China começou em 2012, seguido por expansão nacional. Atualmente, 39 cidades em 20 regiões já adotaram mais de 80 políticas de incentivo a esse tipo de tecnologia.

A estratégia já chega aos modelos de produção. Um exemplo é uma versão híbrida com motor 1,5 litro do sedã Galaxy Starshine 6, que utiliza metanol como combustível. A empresa também testa a tecnologia em competições automobilísticas para validar desempenho em condições extremas.

Apesar da crítica ao peso dos veículos elétricos, Li Shufu reconheceu que os modelos movidos a bateria já atingiram ampla adoção no mercado chinês. Ainda assim, ele defende que o metanol pode ser uma alternativa mais eficiente em segmentos como transporte pesado, onde peso, custo operacional e emissões são fatores decisivos.

A Geely também destacou crescimento nas exportações. De acordo com Yang Xueliang, a empresa exportou mais de 200.000 veículos no primeiro trimestre de 2026, alta de 126% na comparação anual. A meta para o ano foi revisada de 640.000 para 750.000 unidades.

O posicionamento da Geely indica que o futuro da mobilidade pode envolver múltiplas tecnologias, com o metanol ganhando espaço como alternativa complementar aos veículos elétricos tradicionais.

Aponte erros neste texto: contact@iplegal.com.br.

Postar um comentário

0 Comentários