Renault anuncia plano com 36 novos carros até 2030

A Renault apresentou uma nova estratégia industrial chamada futuREady, plano que orientará o desenvolvimento da empresa até o final da década. O objetivo da fabricante francesa é reforçar sua liderança na Europa e fortalecer sua competitividade diante do avanço de montadoras chinesas no mercado global.


A nova estratégia sucede o plano de recuperação anunciado em 2021 e estabelece metas ambiciosas para produtos, tecnologia e expansão internacional.

De acordo com a Renault, o grupo lançará 36 novos modelos nos próximos cinco anos. Desse total, 22 serão destinados ao mercado europeu, enquanto outros 14 serão voltados para mercados internacionais.

A eletrificação será o foco principal do plano. Entre os modelos destinados à Europa, 16 serão veículos totalmente elétricos.

Mesmo com essa forte aposta na eletrificação, a empresa ainda considera os híbridos essenciais no curto e médio prazo. Segundo a Renault, muitas regiões do mundo ainda não possuem infraestrutura suficiente de recarga para uma transição completa para veículos elétricos.

Por esse motivo, a marca pretende continuar oferecendo modelos híbridos na Europa mesmo após 2030.

No âmbito global, a Renault estabeleceu como meta vender dois milhões de veículos por ano até 2030. A empresa espera que metade dessas vendas ocorra fora do continente europeu.

Um exemplo dessa estratégia é o utilitário esportivo Bridger, desenvolvido para mercados emergentes e previsto para chegar ao mercado indiano para competir com modelos como o Suzuki Jimny.

O plano também define funções específicas para cada marca do grupo.


A Dacia continuará focada em veículos acessíveis e deverá ampliar gradualmente o uso de tecnologias eletrificadas em seus modelos. A expectativa é que dois terços das vendas da marca sejam de veículos eletrificados até 2030.

A Dacia também planeja expandir sua atuação para o chamado segmento C, que inclui veículos maiores e mais espaçosos.

Já a Alpine seguirá como a divisão esportiva do grupo. A marca prepara uma nova geração do esportivo A110 que será totalmente elétrica.

Segundo o diretor da Alpine, Philippe Krief, a estrutura do modelo é flexível e poderia acomodar também um motor a combustão, caso necessário.

A Alpine também prepara novos veículos elétricos, incluindo os modelos A290 e A390.

Apesar da expansão global, a Renault confirmou que não pretende retornar aos mercados dos Estados Unidos e do Canadá neste momento.

Outro pilar do plano futuREady é a introdução de uma nova plataforma técnica chamada RGEV Medium 2.0.

Essa arquitetura foi projetada para veículos elétricos compactos e utilizará sistema elétrico de 800 volts, tecnologia que permite recargas mais rápidas.

Segundo a Renault, a nova plataforma poderá reduzir os custos de produção em até 40%, o que pode resultar em veículos mais acessíveis para os consumidores.

Para demonstrar o potencial dessa arquitetura, a empresa apresentou o conceito R-Space Lab, que antecipa elementos de design que podem aparecer em futuros modelos, incluindo a próxima geração do Espace.

Em termos de desempenho, veículos elétricos baseados nessa nova plataforma poderão atingir autonomia de até 750 km com uma única carga.

Versões equipadas com sistema de extensão de autonomia, que utiliza um pequeno motor gerador para recarregar a bateria, podem alcançar até 1.400 km de autonomia total.

Os novos motores elétricos também prometem desempenho competitivo, com potência estimada de até 271 cavalos.

A Renault também planeja acelerar o desenvolvimento de novos veículos. A meta é reduzir o tempo de criação de um modelo para apenas dois anos.

Para alcançar esse objetivo, a empresa pretende ampliar o uso de veículos definidos por software, permitindo atualizações remotas de sistemas e integração de inteligência artificial no gerenciamento de funções do veículo.

Segundo a fabricante, essa velocidade de desenvolvimento será essencial para acompanhar a rápida evolução da indústria automotiva, especialmente diante da crescente concorrência de fabricantes chinesas.

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