O sonho de sentar no banco traseiro enquanto o carro dirige sozinho já é realidade em algumas partes do mundo. Na China, esse futuro acaba de dar um passo importante. A GAC Toyota e a empresa de direção autônoma Pony.ai revelaram um novo robotáxi produzido em escala industrial.
O modelo utiliza como base o Toyota bZ4X, mas dispensa completamente o motorista humano. No lugar, um sistema computacional avançado assume a condução do veículo. Visualmente, o robotáxi mantém o design moderno do bZ4X vendido nas concessionárias, mas esconde sob a carroceria a sétima geração da tecnologia de direção totalmente autônoma da Pony.ai.
Segundo a empresa, esse novo sistema é resultado de anos de testes em condições reais de tráfego em grandes cidades chinesas, como Pequim, Xangai, Guangzhou e Shenzhen. O software foi aprimorado para lidar melhor com mudanças climáticas, vias complexas e situações imprevisíveis do trânsito urbano, com desempenho comparável ao de um motorista experiente, sem fadiga ou distrações.
A parceria entre a Toyota e a Pony.ai não é recente. No início de 2020, a montadora japonesa investiu cerca de 341 milhões de euros na startup para acelerar o desenvolvimento da tecnologia. Antes de adotar o bZ4X, os testes de robotáxi utilizavam modelos como o Lexus RX450h e a Toyota Sienna.
Agora, as duas empresas avançam para uma fase mais ambiciosa. A GAC Toyota e a Pony.ai criaram uma joint venture com o objetivo de colocar rapidamente esses veículos em operação comercial. A meta é ter uma frota de milhares de robotáxis bZ4X circulando até o fim de 2026, começando pelas maiores metrópoles chinesas.
O crescimento da Pony.ai tem sido acelerado. Em 2024, a empresa operava cerca de 200 veículos. No fim de 2025, esse número já se aproximava de 1.000 unidades, com a previsão de alcançar 3.000 carros até o final de 2026. O plano de longo prazo é ainda mais ousado.
De acordo com o CEO Wang Haojun, a empresa pretende chegar a 100.000 veículos em operação até 2030. Ele afirma que, a partir desse volume, o negócio finalmente deve atingir a rentabilidade. Até lá, o foco principal segue sendo comprovar que a tecnologia é segura, confiável e pronta para o uso em larga escala no trânsito das grandes cidades.

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