Polestar prepara ofensiva com quatro novos veículos elétricos

A Polestar anunciou uma das maiores expansões de sua história ao confirmar o lançamento de quatro novos veículos elétricos até 2028. A estratégia representa uma ofensiva de produtos que busca ampliar o portfólio, aumentar vendas globais e levar a marca à rentabilidade após anos de investimentos elevados.


O primeiro destaque desse plano é o Polestar 5, um gran turismo de quatro portas posicionado como modelo emblemático da marca. O veículo será equipado com bateria de 112 kWh e dois motores elétricos que entregam 650 kW de potência combinada, equivalentes a cerca de 872 cv. Esse conjunto permite aceleração de zero a 100 km/h em 3,2 segundos. A chegada ao mercado está prevista para o verão de 2026 no hemisfério norte.

Ainda em 2026, a fabricante pretende ampliar a linha do Polestar 4 com uma nova variante perua. Diferentemente do modelo atual, conhecido pela ausência de vidro traseiro, a nova configuração contará com janela traseira e maior capacidade de carga. O modelo será produzido na Coreia do Sul e deve custar cerca de €41.000, posicionando-se como alternativa mais acessível frente a rivais premium do segmento.

Outro movimento importante envolve o Polestar 2, sedã responsável por consolidar a marca no mercado global com mais de 190.000 unidades vendidas. A segunda geração do modelo está prevista para o início de 2027. A produção da versão atual será encerrada no fim de 2026, enquanto o novo veículo está sendo desenvolvido em ritmo acelerado e deverá ser fabricado na China, fator que pode impactar custos em mercados com tarifas elevadas.

A ofensiva se completa com o Polestar 7, previsto para 2028. O utilitário esportivo compacto de luxo permitirá à marca disputar um dos segmentos mais relevantes do mercado europeu, onde cerca de um terço das vendas de veículos elétricos corresponde a utilitários esportivos compactos. A produção será realizada na Europa como forma de mitigar impactos tarifários associados à importação de veículos asiáticos.

O plano de expansão ocorre em um momento de transformação financeira para a Polestar. O diretor-executivo Michael Lohscheller aposta que a ampliação da linha para categorias com maior volume de vendas permitirá melhorar a rentabilidade. Nos primeiros nove meses de 2025, a empresa registrou prejuízo de aproximadamente €1,33 bilhão, enquanto as vendas na China recuaram mais de 80%.

Como parte da reestruturação comercial, a fabricante também pretende expandir sua rede de vendas em 30%. A estratégia inclui reduzir a dependência de lojas boutique e ampliar a presença de concessionárias tradicionais, facilitando a visualização e testes dos veículos pelos consumidores.

Desafios regulatórios e tarifários permanecem no radar. Veículos produzidos na Coreia do Sul enfrentam tarifa de 15% nos Estados Unidos, com possibilidade de elevação para 25%. Já modelos fabricados na China estão sujeitos a taxas próximas de 100%, cenário que limita a competitividade do Polestar 2 naquele mercado. Para contornar o problema, a empresa diversifica sua base produtiva entre Ásia e Europa.

Apesar das dificuldades, o desempenho comercial recente indica recuperação. Em 2025, a Polestar comercializou 60.119 veículos globalmente, crescimento de 34% em relação ao ano anterior. A expectativa da companhia é manter avanço mínimo de 10% em 2026.

Com a introdução de novos modelos que abrangem desde sedãs de alto desempenho até utilitários esportivos compactos e versões familiares, a Polestar busca ampliar sua relevância global e consolidar presença no competitivo mercado de veículos elétricos.

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