A Volkswagen avalia fechar quatro fábricas na Alemanha e demitir quase 100 mil funcionários na maior reestruturação de sua história. As medidas drásticas ocorrem após a empresa enfrentar sérios problemas com a sua primeira linha de veículos elétricos, criticada pelo alto custo e por falhas de usabilidade e de software.
Um relatório recente aponta que as unidades de Hanover, Zwickau, Emden e Neckarsulm correm o risco de encerrar as atividades. Isso provocaria a demissão de 45 mil trabalhadores, número que se junta ao corte de 50 mil vagas já planejado pelo presidente executivo Oliver Blume.
O impacto dessas demissões é gigantesco. No ano de 2025, a montadora registrou uma força de trabalho total de 667.164 pessoas, com quase 43% desse contingente alocado em território alemão.
O conselho de supervisão da empresa agendou uma reunião para o dia 9 de julho com o objetivo de discutir o tema.
A crise também afeta o lado financeiro. A Volkswagen pretende cortar o seu orçamento de investimentos em 15% pelos próximos 5 anos. Com isso, os aportes devem cair para pouco mais de 152 bilhões de dólares.
O presidente da montadora e o diretor financeiro Arno Antlitz também planejam mudanças profundas na organização corporativa. Existe a possibilidade de separar a própria marca Volkswagen e o seu setor de peças em empresas independentes. Resta saber se essas alterações farão a fabricante voltar a oferecer carros acessíveis e que os consumidores realmente queiram comprar.
Os planos da diretoria não foram bem recebidos pelos trabalhadores. O conselho de funcionários e o sindicato alemão prometeram lutar contra as medidas. Em nota oficial conjunta, os representantes afirmaram que farão tudo o que estiver ao alcance para impedir que o projeto de reestruturação siga em frente.

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