A Mazda lançou oficialmente o novo Mazda 6e no Reino Unido, marcando uma virada estratégica da marca japonesa no segmento de veículo elétrico. Depois de resultados tímidos com o MX-30, o novo sedã elétrico surge mais competitivo em autonomia, desempenho e tecnologia. O preço, porém, chama atenção.
O Mazda 6e estreia como uma proposta premium no mercado britânico. O modelo parte de €45.726 na versão Takumi e chega a €46.898 na configuração Takumi Plus.
O sedã utiliza uma plataforma desenvolvida em parceria com a chinesa Changan, base também do Deepal SL03. Apesar do compartilhamento estrutural, a Mazda aplicou sua própria identidade visual e acabamento, resultando em um modelo alinhado ao design tradicional da marca.
O conjunto mecânico traz motor elétrico traseiro com 190 kW, equivalentes a 254 cv, e 290 Nm de torque. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,9 segundos, desempenho adequado para uso urbano e rodoviário, mas sem foco esportivo.
A bateria de 78 kWh representa um salto em relação aos modelos elétricos anteriores da fabricante. A autonomia declarada é de 560 km com carga completa. Em recarga rápida, o sistema aceita até 195 kW, permitindo elevar o nível de energia de 10% a 80% em 24 minutos.
No interior, a versão Takumi Plus adiciona couro Nappa na cor bege, teto panorâmico de vidro e acabamento em materiais suaves ao toque, reforçando o posicionamento premium.
A comparação de preços, no entanto, gera debate. Na China, onde o modelo é produzido e comercializado como Mazda EZ-6, os valores variam entre RMB 159.800 e RMB 181.800, o equivalente a aproximadamente €19.800 e €22.600.
A diferença se explica, em parte, por impostos e taxas de importação. No Reino Unido, há imposto de importação de 10% e imposto sobre valor agregado de 20%, já incluídos no preço final. Além disso, o governo chinês oferece incentivos à produção e venda de veículos elétricos.
Mesmo com a diferença de preços, o Mazda 6e representa um avanço significativo para a marca no segmento de veículo elétrico. O modelo combina autonomia competitiva, recarga rápida e acabamento sofisticado.
Agora, cabe ao consumidor britânico decidir se o design, a tradição da marca e o pacote premium justificam o valor cobrado frente a concorrentes como o Tesla Model 3.

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