A Mitsubishi confirmou que terá um novo hatch elétrico para o mercado australiano ainda em 2026. O modelo será desenvolvido em parceria com a Foxtron, divisão automotiva da Foxconn, empresa globalmente conhecida pela fabricação de eletrônicos como o iPhone.
A decisão marca um novo passo da Mitsubishi na eletrificação fora dos Estados Unidos, onde a marca já mantém cooperação com a Nissan para compartilhamento de tecnologias e infraestrutura de veículos elétricos.
Segundo informações divulgadas na imprensa internacional, o hatch elétrico da Mitsubishi será baseado no Foxtron Bria. A expectativa é que o novo modelo utilize praticamente o mesmo conjunto técnico do veículo desenvolvido pela empresa taiwanesa, incluindo plataforma, baterias e motores elétricos.
O Foxtron Bria, em sua configuração básica, utiliza um motor elétrico montado no eixo traseiro com potência máxima de 220 cavalos. Já a versão com tração integral conta com dois motores elétricos e entrega 400 cavalos, acelerando de zero a 100 km/h em apenas 3,9 segundos.
Ambas as versões utilizam uma bateria de 57,5 kWh. Pelo ciclo NEDC, a autonomia declarada é de até 517 km com uma única carga. No entanto, a expectativa é de que os números oficiais pelo padrão australiano sejam inferiores, como costuma ocorrer em medições mais realistas.
No carregamento, o hatch elétrico suporta potência máxima de 134 kW em corrente contínua. Nesse cenário, a bateria pode ser recarregada de 10% a 80% em aproximadamente 30 minutos.
Apesar da base compartilhada, a Mitsubishi deve aplicar identidade visual própria ao modelo. A marca japonesa deve promover ajustes no design externo para alinhar o hatch elétrico ao seu atual padrão estético global.
A chegada do novo hatch elétrico da Mitsubishi à Austrália está prevista para o segundo semestre de 2026. Até o momento, não há informações sobre a comercialização do modelo em outros mercados.
A parceria com a Foxtron reforça a estratégia da Mitsubishi de acelerar sua presença no segmento de veículos elétricos por meio de alianças tecnológicas, reduzindo custos de desenvolvimento e encurtando o tempo de lançamento de novos produtos.

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