Geely prepara bateria de estado sólido para 2026

A Geely, grupo controlador da Volvo, confirmou que concluirá em 2026 a produção do seu primeiro pacote de bateria de estado sólido desenvolvido internamente. A iniciativa coloca a empresa entre as montadoras chinesas mais avançadas na corrida por essa tecnologia de nova geração para veículos elétricos.


O anúncio foi feito durante o evento de apresentação da estratégia de cinco anos da companhia. Segundo a Geely, a nova bateria de lítio manganês ferro fosfato terá densidade energética cerca de 15% maior do que a das baterias de íons de lítio convencionais.

Após a conclusão do desenvolvimento, o pacote será instalado em uma plataforma de veículo elétrico já existente para testes de validação em condições reais de uso. A etapa é considerada essencial antes de qualquer aplicação comercial em larga escala.

Com isso, a Geely se junta a outros grandes nomes da indústria chinesa, como Dongfeng, FAW Group e SAIC MG, que também avançam no desenvolvimento de baterias de estado sólido com foco em produção futura.

Conhecidas como o “santo graal” das baterias para veículos elétricos, as baterias de estado sólido prometem mais energia em um conjunto menor e mais leve. Além disso, utilizam menos materiais caros e apresentam maior resistência a incêndios, um fator considerado decisivo para aplicações em veículos de alto padrão.

Esse ganho em segurança pode ser um dos principais argumentos da Geely quando lançar seus primeiros modelos Volvo equipados com essa tecnologia. Atualmente, a marca sueca já se destaca com modelos elétricos como EX90, XC70 e o recém-apresentado EX60, que oferecem autonomia elevada e desempenho competitivo.

As marcas irmãs do grupo também avançam rapidamente. Polestar e ZEEKR já adotam arquiteturas elétricas de até 900 V, mostrando que a Geely Holding Group busca integrar as inovações em todo o seu portfólio global.

A expectativa do mercado é que, nos próximos anos, a ZEEKR chegue a novos mercados, como os Estados Unidos, apostando fortemente em baterias de estado sólido. Se isso se confirmar, a tecnologia pode deixar os laboratórios e se tornar realidade comercial mais cedo do que o esperado.

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