A Tesla perdeu mais um executivo-chave de sua estrutura industrial. Benjamin Bate, diretor de Operações e Engenharia de Veículos da fábrica de Fremont, deixou a montadora após mais de oito anos para assumir o cargo de gerente de planta na Chemelex, empresa especializada em soluções térmicas e de sensores elétricos.
A saída foi identificada por meio do perfil profissional de Bate e reforça uma tendência que vem chamando a atenção do mercado: a constante evasão de talentos experientes da Tesla, especialmente em cargos estratégicos ligados à produção.
Bate ingressou na Tesla em janeiro de 2018 como gerente de Manutenção e Controles na área de pintura. Ao longo dos anos, construiu uma trajetória ascendente dentro da empresa, passando por funções de alta responsabilidade até chegar, em agosto de 2023, ao posto de diretor de Operações e Engenharia de Veículos em Fremont.
Antes de assumir essa posição, ele atuou por quase três anos como diretor de Manufatura dos modelos Model 3 e Model Y. Nesse período, esteve à frente da produção dos dois veículos mais vendidos da Tesla em sua principal fábrica, um papel considerado central para os resultados globais da companhia.
Ao todo, sua carreira na Tesla incluiu passagens por áreas como operações de pintura, montagem geral e liderança de manufatura em larga escala. Antes disso, Bate havia trabalhado por quase dois anos na Ford, como gerente de Engenharia de Manufatura na divisão de pintura, em Kansas City.
Agora, o executivo passa a integrar a Chemelex, empresa sediada em Redwood City, nos Estados Unidos. A mudança representa uma transição do setor de fabricação de veículos elétricos para o segmento de equipamentos industriais e soluções elétricas especializadas.
A saída de Bate se soma a uma lista crescente de executivos e gerentes seniores que deixaram a Tesla nos últimos dois anos. Entre os nomes mais conhecidos estão Drew Baglino, responsável por engenharia de motor e energia por 18 anos, que saiu em abril de 2024, além de líderes dos programas Model Y e Cybertruck, que anunciaram suas saídas em novembro de 2025.
Também deixaram a empresa Omead Afshar, executivo próximo de Elon Musk e responsável por vendas e manufatura na América do Norte e Europa, o chefe de software David Lau, designers seniores, especialistas em segurança veicular e líderes da divisão Tesla Energy.
Embora muitas dessas saídas tenham ocorrido de forma discreta, o volume acumulado começa a levantar questionamentos no setor automotivo. Com tantos profissionais experientes deixando a empresa, cresce a dúvida sobre como a Tesla pretende sustentar sua capacidade de desenvolvimento e produção em um momento de competição cada vez mais intensa no mercado de veículos elétricos.

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