Um novo relatório mostra que, de janeiro a outubro de 2025, a energia total instalada em baterias de veículos elétricos alcançou 933,5 GWh. Seis fornecedores chineses concentram 68,9% do mercado global (644,4 GWh), avanço de quase três pontos percentuais ante o ano anterior. A dupla CATL e BYD responde por mais de metade de toda a capacidade instalada no mundo.
A CATL manteve a liderança com 355,2 GWh e 38,1% de participação — mais que o dobro do segundo colocado. A BYD ficou em segundo, com 157,9 GWh e 16,9%. Diferencial da BYD: fabrica baterias e também carros e híbridos plug-in; só em novembro vendeu mais de 130.000 veículos no exterior, quase quadruplicando o volume de um ano antes.
Outras chinesas em ascensão incluem CALB (44,3 GWh, 4,7%), Gotion High-tech (38,7 GWh, 4,1%), EVE Energy (24,6 GWh, 2,6%) e SVOLT (23,7 GWh, 2,5%).
Entre coreanas e japonesas, a LG Energy Solution ocupa o terceiro lugar com 86,5 GWh, fornecendo para Kia (como EV3) e para a plataforma Ultium da Chevrolet (Equinox, Blazer, Silverado). A desaceleração em alguns modelos da Tesla afetou seu ritmo. A SK On soma 37,7 GWh (Hyundai Ioniq 5, Kia EV6, Ford e Volkswagen), a Panasonic 35,9 GWh (grande parceira da Tesla, ampliando acordos na América do Norte) e a Samsung SDI 25,1 GWh (BMW i4, i5, i7, iX e Audi Q6 e-Tron).
A disputa ocorre em várias frentes. A CATL equipa desde marcas chinesas (Zeekr, Xiaomi) até globais (Tesla, BMW, Volkswagen). A BYD dispara na Europa: uso de suas baterias saltou mais de 216% nos dez primeiros meses do ano, impulsionado por elétricos acessíveis e competitivos.
A estratégia do setor migra de expansão pura para operações locais: contratos longos de insumos e novas fábricas próximas às linhas de montagem na Europa e na América do Norte. Adaptar-se às regras regionais e garantir cadeias de suprimento estáveis virou requisito para manter a vantagem.
Com montadoras buscando maior densidade energética, vida útil mais longa e fornecimento local, a concorrência tende a se acirrar após 2026. A transição do combustível fóssil para a eletrificação é, sobretudo, uma mudança de poder — e, por ora, ele emana com mais força da Ásia.

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