A Xiaomi encurtou drasticamente os prazos de entrega do sedã elétrico SU7 na China, sinal de que sua produção ganhou tração. Quem encomendar as versões SU7 Pro e SU7 Max agora vê 6 a 9 semanas de espera — antes, a previsão chegava a cerca de 30 semanas. Com isso, muitos clientes ainda recebem o carro em 2025, preservando incentivos fiscais melhores do que em 2026.
A melhora não alcança todos os modelos. O SU7 Standard segue com 29 a 32 semanas de espera. Já o SU7 Ultra, voltado ao desempenho, mantém 6 a 9 semanas desde setembro e há relatos de unidades em estoque.
A aceleração decorre do aumento de ritmo fabril, não de queda de pedidos. Em 2025, a planta de Pequim – Fase I, projetada para 150 mil carros/ano, já operava com dois turnos, aproximando-se de 200% da capacidade de projeto. A Xiaomi prepara as Fases II e III em Pequim e uma nova fábrica em Wuhan com início previsto para maio de 2026. A meta é audaciosa: produzir e vender mais de 1 milhão de veículos elétricos em 2026, mirando 1,2 milhão.
Nas vendas, outubro marcou 48.654 veículos entregues, com protagonismo do YU7, o utilitário esportivo que somou 33.662 unidades (quase 70% do total) — o que explica sua fila mais longa, de 32 a 38 semanas. A família SU7 respondeu por 14.992 carros no mês.
Circulam rumores de um facelift para o SU7 com 12 atualizações e possível alta de 9.900 iuanes (cerca de € 1.190). A Xiaomi não comenta. Por ora, os preços seguem em 215.900 iuanes (Standard), 245.900 iuanes (Pro) e 299.900 iuanes (Max).
O avanço da produção reforça a curva de aprendizado da Xiaomi em veículos elétricos: menos fila, entregas ainda em 2025 e expansão industrial pautada por novas fábricas — um passo decisivo para disputar volume com as líderes do setor.

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