As vendas de carros novos na União Europeia somaram 916.609 unidades em outubro, alta de 5,8% na comparação anual. Considerando Reino Unido e países da Associação Europeia de Livre Comércio, o total chegou a 1.091.904, avanço de 4,9%.
A eletrificação ganhou tração. Veículos elétricos a bateria, híbridos e híbridos plugáveis cresceram 38,6%, 9,4% e 43,2%, respectivamente, e juntos responderam por 63,9% dos emplacamentos, acima dos 55,4% de um ano antes. Veículo elétrico a bateria usa apenas motor elétrico e recarga na tomada. Híbrido combina motor a combustão com motor elétrico e não precisa de tomada. Híbrido plugável tem recarga externa e roda trechos maiores só na bateria.
No acumulado até outubro, a União Europeia registrou 1.473.447 veículos elétricos a bateria, participação de 16,4%, acima dos 13,2% de 2024. Os híbridos seguem como a escolha dominante na região, com 3.109.362 unidades e 34,6% de participação. Híbridos plugáveis somaram 819.201, fatia de 9,1%. Gasolina e diesel recuaram para 27,4% e 9,2%, respectivamente.
Entre os grandes mercados, Alemanha cresceu 7,8%, Espanha 15,9% e França 2,9%. O Reino Unido avançou 0,5%, enquanto a Itália caiu 0,5%.
Marcas chinesas mantiveram forte ritmo. Em outubro, chegaram a quase 75 mil unidades e 6,8% de participação. A BYD emplacou 13.350 veículos na União Europeia, alta de 195% e 1,5% de participação. Incluindo Reino Unido e Associação Europeia de Livre Comércio, foram 17.470 unidades, avanço de 206,8%. A SAIC registrou 18.847 unidades na União Europeia, aumento de 56% e 2,1% de participação. Com Reino Unido e Associação Europeia de Livre Comércio, somou 23.860, alta de 35,9%.
A Tesla enfrentou pressão. Na União Europeia, as vendas caíram 48% para 5.647 unidades, participação de 0,6%. Com Reino Unido e Associação Europeia de Livre Comércio, foram 6.964, queda de 48,5%.
O quadro indica recuperação gradual do mercado europeu sobre uma base fraca, com rápida mudança na mistura de motores. Veículos elétricos e híbridos tornam-se correntes, enquanto modelos a combustão perdem espaço. A expansão das marcas chinesas acelera a competição e pressiona as montadoras europeias a avançar mais rápido na eletrificação.

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