A Toyota Hilux, símbolo mundial de robustez e confiabilidade, finalmente vai se ligar à tomada. A marca apresentou a nona geração da picape e confirmou a versão 100% elétrica — parte de uma estratégia que oferece diferentes rotas de eletrificação conforme o mercado.
Além da Hilux elétrica, a linha terá híbrida de 48 volts (aposta para a Europa Ocidental) e motores a gasolina e a diesel (foco no Leste Europeu). A Toyota também confirmou uma Hilux com célula de combustível a hidrogênio para 2028.
A Hilux elétrica foi desenvolvida sobre a mesma base carroceria sobre chassi das versões a combustão — arquitetura preferida em picapes por favorecer resistência torcional e capacidade de trabalho. Sob o assoalho, há uma bateria de íons de lítio de 59,2 kWh que alimenta dois motores elétricos, um em cada eixo, garantindo tração permanente nas quatro rodas. Segundo a Toyota, o motor dianteiro entrega 205 Nm e o traseiro 268,6 Nm de torque.
Para preservar o uso fora de estrada, a picape elétrica recebeu proteções adicionais para a bateria contra pedras, impactos e água, mantendo a mesma profundidade de imersão do modelo a diesel. O sistema Multi-Terrain Select atua nos freios e nos motores para otimizar a aderência em solo de baixa tração, simulando a “reduzida” de um 4x4 tradicional.
Em termos de trabalho, a Toyota antecipa carga útil na casa de 715 kg e capacidade de reboque de 1.600 kg. Números modestos indicam um posicionamento inicial voltado a frotas urbanas e serviços leves, que buscam zero emissão no escapamento e rotas previsíveis.
A marca estima autonomia de cerca de 240 km no padrão europeu de testes de consumo e alcance. Com carga, reboque ou uso intenso, esse número tende a cair. Para compensar a bateria menor, a Toyota diz mirar “capacidade de recarga líder do segmento”, mas ainda não divulgou potência de recarga nem tempos de abastecimento.
Toda a nona geração adota um novo conceito visual. A Hilux elétrica se diferencia pela frente fechada aerodinâmica (dispensa grade tradicional) e por rodas exclusivas. A cabine dupla será a única carroceria ofertada.
Por dentro, o painel — inspirado no novo Land Cruiser — trocou o antigo desenho por uma arquitetura horizontal moderna, com tela digital de 12,3” para o quadro de instrumentos e multimídia de até 12,3” ao centro. Na elétrica, o seletor eletrônico de condução libera espaço no console. Há carregador sem fio, portas USB traseiras e degrau integrado na traseira para facilitar o acesso à caçamba.
Em segurança, a picape ostenta recursos como Assistência Proativa de Direção e Parada de Emergência caso o motorista não responda. A Hilux passa a aceitar atualizações remotas de software, permitindo correções e novos recursos sem visita à oficina.
A estreia comercial da nova geração começa em dezembro de 2025, inaugurada pela Hilux elétrica. Com múltiplas rotas de motorização e foco em uso profissional, a Toyota tenta levar a picape mais famosa do mundo para a era da eletrificação sem abrir mão de durabilidade e versatilidade — marcas registradas do modelo.




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