Tesla reduz drasticamente meta da frota de robotáxis

Elon Musk anunciou que a Tesla pretende “aproximadamente dobrar” a frota de Robotaxi em Austin, Texas, nos Estados Unidos, no mês que vem. A expansão, porém, expõe um atraso relevante: em outubro, o executivo prometeu chegar a 500 carros na região até o fim do ano. Pelas contas atuais, a cidade deve ter algo próximo de 60 veículos.


O projeto piloto começou em junho com utilitários esportivos Model Y equipados com o conjunto eletrônico Hardware 4. Diferente do “Cybercab” exibido em outubro, os carros não rodam sozinhos. Trata-se de um teste supervisionado, com funcionário da Tesla no banco dianteiro para monitorar o sistema e acionar um botão de emergência quando necessário.

A operação sofre com baixa disponibilidade. Moradores relatam mensagens frequentes de “alta demanda de serviço” e esperas que superam quarenta minutos, reflexo do tamanho reduzido da frota. Levantamentos da comunidade identificaram 29 placas diferentes ativas em Austin. Se a Tesla efetivamente dobrar esse número em dezembro, chegará a cerca de 60 carros, quase 90% abaixo da meta de 500 anunciada há poucas semanas.

A comparação com rivais aumenta a pressão. A Waymo informou ter 2.500 robotáxis ativos nos Estados Unidos, com cerca de 200 em Austin, operando de forma totalmente autônoma, sem ocupantes de segurança no banco da frente. Musk ironizou esses volumes como “números de iniciante”, mas, no curto prazo, a Tesla continuará atrás na cidade.

A discrepância entre promessas e entregas reacende dúvidas sobre o cronograma da empresa para condução automatizada. Em paralelo, a estratégia de testar software “supervisionado” diretamente com usuários segue sob escrutínio regulatório e jurídico, enquanto concorrentes avançam com validação mais tradicional antes de liberar funções ao público.

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