A Tesla encontrou um novo foco de expectativa: o Roadster. Após a recepção morna do Cybertruck e promessas de táxi-robô que não são carro para o consumidor comum, Elon Musk disse que o evento de demonstração do superesportivo será em 1º de abril de 2026 — data que ele mesmo tratou com humor: “Tenho uma margem de manobra porque posso dizer que estava brincando.”
Na reunião com acionistas, Musk voltou a provocar: o Roadster “vai voar” e será “mais insano que qualquer carro de filme do 007”. Em seguida, reconheceu a incerteza: será “o demo mais empolgante, funcione ou não”. Ou seja, a própria apresentação pode ser experimental.
Mesmo se o show acontecer, a produção ainda levaria de 12 a 18 meses após o evento, segundo o executivo. Na prática, isso empurra quaisquer entregas para final de 2027 ou 2028, mantendo o modelo como promessa distante — uma estratégia que sustenta a narrativa tecnológica da marca enquanto seus veículos elétricos atuais enfrentam concorrência crescente.
O Roadster foi anunciado como vitrine máxima de desempenho da Tesla. Mas, com prazos elásticos e objetivos cada vez mais ambiciosos (como a velha meta de “direção totalmente autônoma”), a pergunta que fica para consumidores e investidores é simples: quando o carro real chega às ruas — e o que, de fato, ele fará?

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