Um grave incêndio atingiu Hong Kong em 26 de novembro e deixou 55 mortos, segundo balanço divulgado às 15h13. As chamas se alastraram rapidamente para sete prédios residenciais no conjunto Hong Fu Court, distrito de Tai Po, impulsionadas por ventos fortes, andaimes de bambu e entulho de obras nas fachadas.
O governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong acionou protocolo de emergência, mobilizando mais de 700 bombeiros e socorristas e 128 viaturas. Ao todo, 72 pessoas foram hospitalizadas, entre elas oito bombeiros; um bombeiro morreu em serviço. Abrigos temporários receberam mais de 700 desabrigados. Vias seguem interditadas e escolas suspenderam aulas em áreas próximas.
Empresas chinesas anunciaram doações para apoio imediato ao resgate e à recuperação. Entre as montadoras, a BYD em Hong Kong doou 10 milhões de dólares de Hong Kong, o que corresponde a R$ 6,9 milhões, e a Fundação Hong Kong da Xiaomi também destinou 10 milhões de dólares de Hong Kong, equivalentes a R$ 6,9 milhões. A XPeng Motors doou 5 milhões de dólares de Hong Kong, cerca de R$ 3,45 milhões.
Companhias de tecnologia lideraram os aportes. As fundações da Tencent em Hong Kong, da ByteDance em Hong Kong e o Ant Group doaram, cada uma, 10 milhões de dólares de Hong Kong, ou R$ 6,9 milhões por entidade. NetEase, Futu e Trip.com Group igualmente destinaram 10 milhões de dólares de Hong Kong cada, o que representa R$ 6,9 milhões por companhia. Entidades ligadas ao Alibaba somaram 60 milhões de dólares de Hong Kong, equivalentes a R$ 41,4 milhões, enquanto a Fundação Jack Ma doou 30 milhões de dólares de Hong Kong, cerca de R$ 20,7 milhões.
Segundo dados preliminares, as doações prometidas pelo setor corporativo superam 100 milhões de dólares de Hong Kong, montante estimado em pelo menos R$ 69 milhões. As autoridades locais destacaram a coordenação entre áreas de saúde e assistência civil para o atendimento às vítimas e a gestão do pós-incêndio.
O incêndio recebeu a classificação de maior gravidade do corpo de bombeiros local, o que aciona múltiplas unidades e recursos especializados. Os andaimes de bambu, comuns em obras externas em Hong Kong, podem funcionar como combustível adicional e facilitar a propagação do fogo quando expostos a chamas e ventos, aumentando o desafio do combate.

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