A GWM (Great Wall Motor) vai instalar sua primeira fábrica completa na Europa, com meta de capacidade anual de 300.000 veículos até 2029. Segundo o presidente internacional Parker Shi, Espanha e Hungria são as candidatas atuais para receber a unidade.
A decisão considera custos de mão de obra e logística, já que componentes críticos precisarão ser enviados ao continente na fase inicial. A montadora também monitora possíveis mudanças na política industrial da União Europeia, incluindo condições de investimento e tarifas.
É a primeira atualização desde 2023 sobre o projeto europeu. A Great Wall Motor opera hoje fábricas na Rússia, Tailândia e Brasil, mas ainda não possui produção na Europa Ocidental.
O movimento ocorre após queda nas vendas da marca de veículos elétricos Ora no continente, que registrou 3.706 unidades no ano passado, recuo de 41%. No exterior, porém, a empresa alcançou recorde de 453.141 entregas e mira atingir um milhão de vendas internacionais anuais até 2030.
A futura planta europeia deverá produzir um portfólio completo de motores, de combustão, híbridos e veículos elétricos, para atender à demanda diversa dos mercados locais. A estratégia inclui lançar modelos mais populares, como um utilitário esportivo compacto da marca Ora, o previsto Ora 5, com estreia europeia no meio de 2026.
O avanço também se insere na corrida com outras fabricantes chinesas. A BYD avalia abrir uma terceira fábrica na Europa, com a Espanha como favorita, somando-se às operações na Hungria e na Turquia. Analistas apontam que a expansão da BYD pode acelerar a competição e pressionar a Great Wall Motor a agilizar seu cronograma.
Ao produzir localmente, a montadora reduz custos de importação e exposição tarifária, ganha velocidade de atualização de produto e melhora a competitividade frente a marcas europeias e concorrentes chineses.

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