O Ministério da Segurança Pública da China colocou em consulta, em 12 de novembro, a revisão do padrão nacional GB 7258 — base regulatória de fabricantes, importação, registro e inspeção de veículos no país.
A nova versão, que substituirá a de 2017 e deve vigorar seis meses após a publicação, busca responder aos riscos trazidos pela eletrificação e pelo controle inteligente dos automóveis.
O ato foca especialmente em veículos elétricos e modelos com assistências avançadas ao motorista. Entre as mudanças, veículos com travamento eletrônico ou acionado automaticamente deverão destravar as portas do lado não atingido em caso de colisão ou fuga térmica da bateria (superaquecimento descontrolado).
Outra exigência inédita mira as maçanetas eletricamente controladas: cada porta (exceto a tampa do porta-malas) terá de contar com acionamento mecânico de emergência, acessível externamente e claramente sinalizado. A intenção é garantir abertura manual se o sistema eletrônico falhar ou houver incidente envolvendo a bateria — resposta a casos que prenderam ocupantes dentro do veículo.
O texto também introduz dois requisitos sob “Alerta de Excesso de Velocidade e Funções de Limitação de Velocidade”. Primeiro, após cada partida, os automóveis devem iniciar em um modo que impeça aceleração de 0–100 km/h em menos de 5 segundos, coibindo o uso indevido de modos de alto desempenho no dia a dia.
Segundo, elétricos a bateria e híbridos plugáveis precisarão de supressão de aceleração por erro de pedal: quando parados ou em movimento de arrasto, o sistema deve detectar o equívoco, reduzir a potência e alertar o condutor.
Ao endereçar portas, gestão de bateria e controles eletrônicos de potência, a revisão sinaliza critérios mais rígidos de projeto e certificação para os próximos modelos eletrificados e conectados vendidos na China.

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