BYD mantém liderança global; Tesla encosta e rivais avançam

As vendas globais de carros eletrificados aceleraram no terceiro trimestre. Foram 5,39 milhões de unidades de veículos de nova energia, categoria que reúne veículos elétricos a bateria e híbridos plugáveis. O volume cresceu 31% sobre o mesmo período do ano anterior, acirrando a disputa entre BYD e Tesla.


No recorte de veículos elétricos a bateria, a BYD segue na frente, com 15,4% de participação. A marca entregou 582.522 carros no trimestre, avanço de 31,37% ano contra ano, mas queda de 4,03% sobre o trimestre anterior.

A Tesla vem logo atrás e mostrou fôlego renovado. Ficou com 13,4% do mercado e elevou as entregas a 497.099 unidades, alta de 29,41% sobre os três meses anteriores. O impulso veio de compradores nos Estados Unidos, por causa de prazos de incentivos, e de nova tração na China.

Abaixo da dupla líder, a reconfiguração é rápida. A Geely alcançou 6% no segmento de elétricos a bateria, seguida pela Leapmotor, com 4,1%. As duas já superam a XPeng, com 3,1%. A Xiaomi apareceu com 2,9% e ocupa a oitava posição. Entre as tradicionais, a Volkswagen caiu para o sétimo lugar, pressionada pela fraqueza na China, e a BMW também recuou nas vendas de elétricos a bateria.

Nos híbridos plugáveis, o domínio da BYD continua, com 27,9% de participação. Mesmo assim, o cenário é mais competitivo: as 523.069 unidades representaram leve alta trimestral de 0,56%, mas queda anual de 23,73%. A Aito subiu para a segunda posição, a Chery avançou ao terceiro lugar com 6,6% e a Geely assumiu a quarta colocação.

A pressão atinge quem brilhou antes. A Li Auto entregou 93.211 veículos, baixa de 39,01% ano contra ano, perdendo espaço conforme rivais lançam veículos elétricos de longo alcance, como o novo XPeng X9 PowerX.

As projeções seguem otimistas, com solavancos regionais. Analistas estimam 20,43 milhões de veículos de nova energia em 2025, alta de 25% sobre 2024, e 22,8 milhões em 2026. Mudanças em incentivos nos Estados Unidos e na China podem gerar oscilações, mas a migração global para a eletrificação continua a puxar o mercado para cima.

Aponte erros neste texto: contact@iplegal.com.br.

Postar um comentário

0 Comentários