A BYD afirmou que o Reino Unido se tornou seu maior mercado fora da China após um salto de 880% nas vendas em setembro, para 11.271 carros. A maior parte dos emplacamentos veio do Seal U híbrido plugável, utilitário esportivo que combina motor a combustão e motor elétrico recarregável na tomada.
O avanço ocorre no embalo de um mês recorde para veículos elétricos no país. Segundo a entidade setorial britânica de fabricantes e comerciantes de veículos, as vendas de carros 100% elétricos chegaram a quase 73 mil unidades em setembro, enquanto os híbridos plugáveis cresceram ainda mais rápido.
A BYD elevou sua participação para 3,6% no mercado britânico em setembro. A marca, que pratica preços mais baixos que muitos rivais ocidentais, abriu sua centésima loja e promete lançar novos modelos elétricos e híbridos nos próximos meses. O Reino Unido é especialmente atraente por não aplicar tarifas a veículos elétricos chineses, ao contrário da União Europeia e dos Estados Unidos.
Entre os mais vendidos do mês ficaram Kia Sportage, Ford Puma e Nissan Qashqai. Modelos chineses como Jaecoo 7 e BYD Seal U também apareceram entre os dez primeiros. Apesar do recorde dos eletrificados, gasolina e diesel ainda responderam por mais da metade das novas vendas.
No cenário regulatório, a União Europeia anunciou em outubro do ano passado sobretaxas de até 45% sobre importações de veículos elétricos feitos na China, alegando subsídios estatais. Nos Estados Unidos, tarifas elevadas contam com apoio tanto de Donald Trump quanto de Joe Biden, o que limita a presença de marcas chinesas.
Mesmo com desaceleração na China, a BYD segue à frente da Tesla nas vendas globais de eletrificados e supera europeias como Jaguar e BMW. No Reino Unido, o governo reservou 650 milhões de libras em descontos para estimular a adoção de carros elétricos, com subsídios de até 3.750 libras para marcas como Nissan, Peugeot e Vauxhall. O programa exclui veículos fabricados na China por causa das emissões na produção, decisão criticada pela BYD, que diz ver risco de prejuízo ao mercado britânico no longo prazo.

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