A Tesla acabou revelando, sem querer, quantos Cybertrucks já produziu. Um recall recém-divulgado aponta 63.619 picapes convocadas — número que, na prática, equivale ao total fabricado desde as primeiras entregas no fim de 2023 até 11 de outubro de 2025.
O motivo é incomum: um erro de software faz as luzes de estacionamento dianteiras ficarem fortes demais, acima do limite estabelecido pelo padrão federal de segurança veicular dos Estados Unidos. Luz excessiva pode ofuscar outros motoristas e elevar o risco de acidentes.
A correção não exige visita à oficina. Como o defeito é de software, a Tesla está aplicando uma atualização remota de software para todos os 63.619 veículos.
Segundo o relatório de segurança do governo americano, a versão 2025.38.3 (ou posterior) resolve o problema. A distribuição começou em 8 de outubro, uma semana após a falha ser detectada em revisão interna.
As cartas oficiais aos proprietários serão enviadas a partir de 13 de dezembro. A empresa afirma não ter registros de colisões ou feridos ligados ao caso.
O conserto é simples, mas o episódio amplia a lista de chamados do Cybertruck. No ano passado, a picape teve sete recalls; em 2025, outro caso tratou de painéis de carroceria que poderiam se soltar. O caminhão elétrico de design em aço inox e linhas angulosas é um dos mais controversos do mercado, e cada falha vira notícia.
Enquanto os engenheiros trabalham nas correções, a Tesla voltou a provocar o público com seu próximo projeto: o novo Roadster. A montadora indica que o esportivo dará as caras até o fim de 2025 — promessa que, desta vez, os fãs preferem ver para crer.

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