A BYD abriu dois recalls na China após investigação do órgão regulador, atingindo mais de 115 mil veículos — o maior da história da marca. A medida abrange veículos elétricos e híbridos plug-in por falhas de projeto e componentes da bateria.
Protocolado na Administração Estatal de Regulação de Mercado na sexta-feira (17 de outubro), o plano reúne dois chamamentos. O primeiro envolve 44.535 unidades da linha Tang, produzidas entre 28/03/2015 e 28/07/2017. Segundo a BYD, um erro de projeto pode levar à falha do controlador do motor de tração e, em casos extremos, queimar a placa eletrônica.
O segundo recall atinge 71.248 unidades do Yuan Pro (veículo elétrico), fabricadas entre 06/02/2021 e 05/08/2022. Por problemas de fabricação, parte dos carros tem vedação insuficiente, permitindo entrada de água no conjunto de baterias.
Para o Yuan Pro, a BYD afirma que reforçará a vedação do invólucro da bateria nas concessionárias, com selante especial, sem custo aos proprietários. O modelo foi substituído pelo Yuan Up — à venda na China desde fevereiro de 2024 — posicionado abaixo do Yuan Plus (vendido no exterior como Atto 3).
O novo chamamento ocorre após outras ações de segurança: em setembro passado, a BYD chamou quase 100 mil unidades de Dolphin e Yuan Plus; em janeiro, 6.843 SUVs híbridos plug-in da marca Fang Cheng Bao também foram convocados. Ainda assim, a BYD segue em destaque: superou a Volkswagen e foi a montadora mais vendida da China no ano passado, impulsionada por cortes agressivos de preço — estratégia que acirrou a guerra de preços e levou a expansão para Europa e Sudeste Asiático.
No acumulado de janeiro a setembro de 2025, a China registrou quase 9 milhões de veículos elétricos a bateria e híbridos plug-in vendidos, consolidando-se como maior mercado mundial. Em setembro, porém, as vendas mensais da BYD recuaram pela primeira vez desde fevereiro de 2024, com Geely, Xiaomi e XPeng ganhando terreno.

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