Novo carro elétrico da Volkswagen bate recorde mundial

A Volkswagen apresentou o Mission Efficiency, um conceito que está sendo chamado de o veículo elétrico próximo da produção mais eficiente do mundo. O modelo alcançou resultados impressionantes nos testes e representa a evolução da engenharia focada na economia de energia para o uso no dia a dia.


Para provar a sua capacidade, a montadora levou o carro de Wolfsburg, na Alemanha, até Viena, na Áustria, em uma única viagem. O veículo elétrico percorreu 1.278 quilômetros sem precisar recarregar. Ao chegar ao seu destino final, a bateria ainda possuía carga para rodar mais 164 quilômetros.

O modelo conquistou três recordes mundiais em sua categoria, verificados por um instituto alemão. Um dos grandes destaques é o consumo real de energia na casa de 6,89 kWh (quilowatt-hora) a cada 100 quilômetros. O feito foi realizado usando uma bateria pequena de 54,9 kWh e um motor dianteiro de 99 kW. Isso mostra que a autonomia vem do formato inteligente do carro e não de uma bateria gigante.


A carroceria em formato de gota e as portas lisas ajudam o modelo a cortar o ar com muita facilidade. A fabricante afirma que, em velocidades acima de 80 km/h (quilômetros por hora), o conceito utiliza 30% menos energia do que a versão convencional do novo ID. Polo. Em uma velocidade de 140 km/h, o carro consome a mesma quantidade de energia que o Polo exige para se manter a 100 km/h.

A economia também vem de outras inovações visuais e da remoção de peso. Um sistema de energia solar no teto de vidro consegue adicionar até 30 quilômetros de alcance por dia, dependendo do clima. Na parte de dentro, os passageiros usam o próprio celular no lugar de uma tela fixa no painel. O som do carro é apenas uma caixa portátil com conexão sem fio. Mesmo assim, o veículo acomoda confortavelmente quatro pessoas e tem um porta-malas de 481 litros.



O projeto resgata o espírito do famoso XL1, um modelo de 2013 que também quebrou recordes de economia na sua época. A grande diferença é que o antigo funcionava a diesel e teve apenas 250 unidades fabricadas para um público muito exclusivo. O novo conceito, por outro lado, usa peças mais baratas e já pensadas para a produção em alto volume.

Apesar de ser um carro funcional, a montadora não tem planos de colocar o conceito à venda neste momento. O objetivo da marca é usar o projeto como uma vitrine de sua tecnologia. A ideia é provar que a alta eficiência na era do veículo elétrico pode ser feita para as grandes massas e não apenas para um número restrito de compradores.

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