A montadora alemã Volkswagen decidiu mudar sua estratégia global e buscar ajuda externa para não ficar para trás no mercado de veículos elétricos. A empresa fechou uma parceria com a especialista chinesa em inteligência artificial Horizon Robotics. O objetivo principal é lançar carros com um sistema de direção autônoma de nível três até o segundo semestre de 2027 na China.
Durante quase um século a marca ditou as regras da fabricação de automóveis baseada na perfeição mecânica. Hoje a empresa reconhece que ter um carro impecável não é suficiente se a tecnologia do veículo travar como um computador antigo. A divisão interna de programas da marca enfrentou graves problemas recentemente e causou o atraso no lançamento de diversos modelos de luxo. Isso gerou muita frustração para os primeiros compradores com telas apagando no meio da viagem.
Para resolver essa falha estrutural a gigante europeia criou uma empresa conjunta chamada Carizon. A montadora terá acesso irrestrito à inteligência artificial da parceira chinesa. Essa tecnologia será integrada a um processador feito sob medida para analisar as ruas em milissegundos. O sistema serve como base não apenas para as estradas atuais mas para a criação futura de redes de táxis sem motorista que possam circular em cidades caóticas.
A nova arquitetura digital já está saindo dos laboratórios. Ela foi desenvolvida em parceria com outra fabricante chinesa de veículos elétricos. Os primeiros resultados podem ser vistos em dois novos modelos da linha ID da Volkswagen. Esses carros já oferecem funções como assistência de navegação em estradas e estacionamento inteligente para o público geral.
A urgência da fabricante alemã tem uma explicação bem clara. O mercado chinês é extremamente competitivo e os consumidores exigem tecnologia de ponta como um item básico de fábrica. No primeiro semestre deste ano mais de 30% de todos os carros novos vendidos no país asiático já possuíam funções avançadas de direção. Em um setor onde a adoção de novas tecnologias cresce rapidamente as empresas tradicionais precisam agir rápido.
Outras grandes marcas também estão buscando empresas locais de tecnologia na Ásia e na Europa. A Volkswagen aceitou que precisa ser uma integradora de soluções digitais para sobreviver nessa nova fase da indústria. A grande dúvida do mercado é se a busca pelo nível três de autonomia é a decisão certa já que muitos concorrentes acreditam ser mais lógico pular direto para a direção totalmente autônoma de nível quatro.

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