Tesla testa câmera para liberar direção autônoma

A Tesla pode lançar em breve uma nova exigência para os motoristas. Códigos ocultos na última atualização do aplicativo da marca indicam que a câmera interna do carro será usada para verificar a identidade de quem está ao volante. O objetivo é confirmar se a pessoa tem permissão antes de ativar a direção totalmente autônoma.


Se o sistema não reconhecer o motorista como um usuário autorizado, a direção totalmente autônoma será bloqueada. Nesse caso, o aplicativo enviará uma mensagem de erro para o celular do proprietário.

A descoberta foi feita por um perfil que monitora as novidades da Tesla. Os dados foram encontrados na versão 4.58.5 do aplicativo, criada no dia 27 de junho.

Vale lembrar que a função ainda não está disponível para o público. Esses códigos mostram apenas os planos da empresa. Para o recurso funcionar de verdade, os carros também precisarão receber uma atualização de sistema.

A ideia não surge do nada. A Tesla ativou o monitoramento de motoristas por câmera no ano de 2021. Desde então, a empresa ampliou o que a lente consegue observar, incluindo níveis de atenção, sono e posição da cabeça.

No ano de 2024, a câmera localizada acima do retrovisor interno passou a ser o principal sensor da marca. Ela monitora o rosto e os olhos da pessoa para garantir que ela está prestando atenção na rua.

No entanto, checar a identidade do condutor é uma tarefa diferente. O monitoramento de atenção foca na segurança. Já a verificação de identidade funciona como um portão de acesso. Ela define se aquele motorista específico tem ou não o direito de ligar o sistema.

O motivo principal para isso é o controle de uso. O recurso de direção totalmente autônoma agora é vendido como uma assinatura. Vincular a ativação a um perfil autorizado ajuda a manter o serviço restrito a quem pagou por ele.

Isso é muito útil para carros alugados, frotas de empresas ou veículos compartilhados. A medida também impede que motoristas jovens e não autorizados liguem o sistema sem a permissão do dono do carro.

Existe ainda um foco nos táxis sem motorista da marca. O projeto de veículos autônomos da Tesla depende muito da câmera interna. O sistema de transporte de passageiros precisará exatamente desse tipo de checagem para garantir que a pessoa sentada no banco é a mesma que pediu a corrida.

O grande desafio para a Tesla é o equipamento atual. A câmera interna dos carros da marca é um sensor comum. Ela não possui a tecnologia avançada de leitura facial em três dimensões usada em celulares modernos.

Isso significa que ela serve como uma trava extra, mas não é um sistema de segurança perfeito. A câmera da Tesla sofre com pontos cegos e falhas em ambientes escuros. O próprio manual do carro admite que o monitoramento é desativado em locais com pouca luz ou quando o motorista usa óculos de sol e chapéu.

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