O Google revelou uma nova função experimental que permite ao seu assistente virtual observar o mundo do lado de fora do carro. A empresa usou o seu popular sistema Gemini para a demonstração. A nova tecnologia conecta a inteligência artificial diretamente à câmera frontal embutida do veículo e a transforma em um par de olhos inteligentes. Ao unir o programa de computador aos equipamentos físicos, o assistente pode responder a perguntas complexas sobre prédios, pontos turísticos ou traçados das ruas enquanto o motorista dirige.
Os engenheiros do Google já estudam diferentes formas de como essa tecnologia pode ajudar as pessoas no trânsito diário. Um exemplo muito prático inclui viajar por países onde o motorista não fala o idioma local. A pessoa poderia pedir para o assistente virtual olhar para uma placa de trânsito complicada e traduzir o texto. Isso elimina o perigoso hábito de olhar para a tela de um telefone celular em cruzamentos ou ao tentar ler placas desconhecidas.
Sempre que as empresas falam sobre rastrear carros com câmeras, grandes questões de privacidade surgem em seguida. O Google antecipou isso e esclareceu que o veículo não vigia a estrada de forma contínua. O sistema bloqueia a imagem até que o motorista faça uma pergunta ao assistente virtual. Apenas nesse momento exato a câmera frontal envia dados visuais para o servidor. Assim que a resposta é entregue, o acesso à câmera é cortado de forma instantânea.
Os primeiros usuários, no entanto, devem ter paciência porque o sistema ainda tem pequenas falhas. O teste revelou um atraso perceptível enquanto o carro transmitia os dados para os servidores remotos. Os motoristas também não devem esperar uma experiência de tela de cinema. Diferente de um telefone celular padrão, a grande tela central de 15,0 polegadas do carro não mostra a imagem da câmera ao vivo. Em vez disso, o usuário simplesmente ouve uma resposta falada para a sua pergunta.
A demonstração ao vivo foi conduzida por Sameer Samat, presidente do Android no Google, ao lado de Logan Kilpatrick, líder de produto. Todo o teste ocorreu na sede principal do Google na Califórnia. A equipe de engenharia queria ver o que aconteceria se o sistema pudesse perceber visualmente o ambiente durante a condução no mundo real. Para os motoristas acostumados com as câmeras dos telefones celulares, o conceito geral parecerá bastante familiar.
O programa funcionou muito bem ao identificar monumentos locais e características da região durante o trajeto. Samat pediu para identificar um objeto na rua e a inteligência artificial nomeou corretamente uma instalação pública de arte chamada The Orb. O assistente virtual também apontou com sucesso um telhado solar específico em um prédio vizinho. Para testar os limites, a equipe perguntou sobre um anfiteatro da região e o sistema explicou com precisão a história do famoso local.
A gigante da tecnologia escolheu o Volvo EX60, uma novidade no mercado de veículos elétricos de luxo, para apresentar o projeto. Este utilitário esportivo totalmente elétrico tem 189,1 polegadas de comprimento, 75,1 polegadas de largura e 64,4 polegadas de altura. Ele conta com uma distância entre eixos de 116,9 polegadas que maximiza o espaço na cabine. O carro em si é uma base muito forte para esses experimentos digitais avançados.
Até o momento, o Google não compartilhou planos concretos para lançar esse recurso ao público. A empresa também não informou se outros veículos elétricos que usam o sistema integrado da marca receberão essa capacidade de câmera no futuro. Por enquanto, a tecnologia permanece como um olhar fascinante para o amanhã do setor automotivo.


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