Gigante da mineração testa máquinas pesadas a bateria

A gigante da mineração industrial Fortescue lidera uma mudança para eletrificar todas as suas operações. Na semana passada, o diretor executivo da empresa, Dino Otranto, reservou um tempo para testar algumas das novas máquinas pesadas movidas a bateria.


O executivo provou ter um trabalho muito divertido ao conduzir os novos equipamentos gigantes. A experiência foi registrada em um vídeo publicado em sua página na rede social LinkedIn. Após os testes, as máquinas serão enviadas para as operações da empresa na região de Pilbara, na Austrália.

A Fortescue está testando vários protótipos de veículos elétricos. O objetivo é usar esses modelos enormes para substituir a atual frota movida a diesel. A iniciativa busca eliminar a queima de combustíveis fósseis em todas as minas globais da companhia, especialmente em Pilbara, até o ano de 2030.

Otranto explicou que a empresa avança rapidamente para descarbonizar as extrações de minério de ferro e eliminar as emissões poluentes de suas operações terrestres até 2030. Para alcançar essa meta, será necessário trocar centenas de equipamentos de mineração a diesel no fim de sua vida útil por alternativas de emissão zero.

O diretor executivo ressaltou que a indústria global de mineração continua evoluindo. Ele afirmou que a Fortescue tem orgulho de estar na vanguarda da inovação em tecnologia verde e de mostrar ao mundo que o setor pode abandonar o carbono de forma definitiva.

Entre as máquinas avaliadas até o momento, há uma escavadeira gigante adaptada para funcionar com energia elétrica e um caminhão de transporte de 230 toneladas. Esse veículo é capaz de atingir velocidades de carregamento ultrarrápidas de 6 megawatts. Um trem elétrico e outras opções de equipamentos também fazem parte da renovação.

A empresa acredita que essas mudanças ajudarão a substituir mais de 400 milhões de dólares em combustível a diesel. Além da economia financeira, a transição vai eliminar milhares de toneladas de emissões nocivas de carbono e poluição do ar todos os anos.

Aponte erros neste texto: contact@iplegal.com.br.

Postar um comentário

0 Comentários