Ex-ministro húngaro assume diretoria na BYD

O ex-ministro de Relações Exteriores e Comércio da Hungria, Péter Szijjártó, anunciou em 15 de julho de 2026 a sua saída do parlamento. Ele renunciou ao cargo político para integrar a equipe da BYD, gigante chinesa do setor de veículos elétricos.


Aos 47 anos, Szijjártó informou em suas redes sociais que assumirá um papel internacional de grande prestígio. Ele será o executivo responsável pelas relações externas do grupo e pela expansão de novas linhas de negócios. O político ocupava uma cadeira na Assembleia Nacional da Hungria desde 2002 e atuou como ministro de 2014 até maio deste ano.

Em sua declaração, ele destacou que a BYD é uma das empresas mais bem-sucedidas da indústria automotiva nos últimos 20 anos. O novo executivo da marca também elogiou a liderança global da montadora na fabricação de veículos elétricos e novas energias.

Essa contratação evidencia a forte relação estratégica entre a Hungria e a China no mercado automotivo. Em 2024, a BYD iniciou a construção de sua primeira fábrica europeia na cidade húngara de Szeged. No ano passado, o governo local e a montadora assinaram um acordo que inclui a criação da sede europeia da empresa e de um centro de pesquisa e desenvolvimento em Budapeste.

Durante a assinatura desse acordo, o então primeiro-ministro Viktor Orbán afirmou que o mundo vive uma profunda transformação tecnológica e de consumo. Ele apontou que a liderança chinesa em tecnologia automotiva torna essa parceria um motor essencial para o crescimento econômico da Hungria.

Em abril, o atual primeiro-ministro Magyari reafirmou essa visão governamental. Ele expressou o desejo de tornar as empresas locais parceiras da BYD e de outros grandes investidores chineses, buscando uma cooperação que beneficie as duas nações.

Nos últimos anos, muitas empresas da cadeia de suprimentos da China se estabeleceram na Hungria. A BYD constrói no país uma base de produção de veículos com capacidade para 300 mil unidades. Outras marcas, como a Nio, focam em tecnologia e pesquisa, enquanto fornecedoras asiáticas de energia já constroem grandes fábricas de baterias no território húngaro.

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