Rumores sobre uma possível parceria entre a Xiaomi e a Ford para fabricar veículos nos Estados Unidos foram rapidamente desmentidos pelas duas empresas. A informação havia sido publicada pelo Financial Times no último fim de semana, mas foi classificada como “completamente falsa” por ambas as companhias.
Segundo a Xiaomi, a empresa não comercializa produtos ou serviços no mercado norte-americano e não possui planos de entrar no país, seja sozinha ou em parceria com outra montadora. A Ford também negou qualquer conversa sobre joint venture ou cooperação industrial com a empresa chinesa.
Os rumores ganharam força devido ao bom desempenho recente da Xiaomi no setor automotivo. Em 2025, o sedã elétrico SU7 vendeu cerca de 30% a mais do que o Tesla Model 3, consolidando a marca como uma nova força no mercado chinês. Já o utilitário esportivo YU7 foi bem recebido por jornalistas e especialistas, reforçando a percepção de que a Xiaomi pode se tornar uma competidora global relevante.
Apesar desse sucesso, a entrada de uma montadora chinesa nos Estados Unidos enfrenta forte resistência política. Legisladores norte-americanos veem com cautela a chegada de empresas chinesas que produzem veículos e baterias, setores considerados estratégicos para a economia e a segurança industrial do país.
A indústria automotiva tem peso significativo na política industrial dos Estados Unidos, e o governo tende a adotar medidas para proteger fabricantes locais. Esse cenário ajuda a explicar por que, mesmo com produtos competitivos e tecnologia avançada, a Xiaomi evita, ao menos por enquanto, qualquer movimento em direção ao mercado norte-americano.
Com as negativas oficiais, o episódio reforça que, no curto prazo, a expansão internacional da Xiaomi no setor automotivo deve continuar focada em outros mercados, longe dos Estados Unidos.

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