Canadá reabre mercado para veículos elétricos chineses

O Canadá anunciou uma mudança significativa em sua política comercial e decidiu reabrir o mercado para veículos elétricos chineses. O primeiro-ministro Mark Carney confirmou uma nova parceria estratégica com a China que permite novamente a entrada desses modelos no país.


A decisão rompe com a postura protecionista adotada pelos Estados Unidos e seguida pelo Canadá nos últimos dois anos. Com o novo acordo, carros elétricos mais acessíveis, como o BYD Seagull, podem chegar às ruas canadenses ainda este ano.

Até agora, o Canadá vinha aplicando tarifas semelhantes às dos Estados Unidos, que impuseram sobretaxas de 100% sobre veículos elétricos chineses. Essa política acabou barrando marcas como BYD, Nio e Zeekr no mercado local.

Com o novo entendimento firmado em Pequim, o governo canadense autorizou a importação anual de até 49.000 veículos elétricos chineses. Esses modelos pagarão uma tarifa reduzida de apenas 6,1%.

Segundo o gabinete do primeiro-ministro, esse volume representa menos de 3% do mercado canadense de veículos novos. Mesmo assim, o acordo tem foco claro no segmento de entrada.

A expectativa do governo é que, dentro de cinco anos, mais de 50% desses veículos importados sejam modelos acessíveis, com preço de importação inferior a US$ 35.000. A estratégia busca ampliar o acesso da população a carros elétricos mais baratos.

Em contrapartida, a China concordou em reduzir tarifas sobre produtos canadenses. O imposto sobre a canola deve cair de cerca de 85% para 15%, além da remoção de restrições sobre a exportação de lagosta e caranguejo do Canadá.

O governo canadense afirma que o acordo vai além da simples importação de veículos. O texto prevê a atração de investimentos chineses no país, especialmente por meio de joint ventures.

Esses investimentos devem fortalecer a cadeia local de produção de veículos elétricos e componentes, ajudando o Canadá a desenvolver sua própria indústria no setor.

Com a medida, o país se posiciona de forma mais independente na transição para a mobilidade elétrica e pode acelerar a adoção de veículos elétricos ao oferecer mais opções e preços competitivos aos consumidores.

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