EUA investigam abertura de portas do Tesla Model 3 em emergências

A Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário dos Estados Unidos (NHTSA, na sigla em inglês) abriu uma petição de defeito para avaliar o mecanismo de liberação manual das portas do Tesla Model 3. A investigação abrange cerca de 180.000 unidades do modelo e analisa denúncias de que o recurso mecânico de abertura seria difícil de localizar em situações de emergência.


O processo foi iniciado após relatos da imprensa sobre acidentes graves nos quais ocupantes e equipes de resgate teriam enfrentado dificuldades para abrir as portas do veículo após colisões. Segundo os documentos oficiais publicados pelo Escritório de Investigação de Defeitos, a petição alega que a alavanca mecânica está “escondida, sem identificação clara e não é intuitiva para uso durante uma emergência”.

A investigação foi registrada sob o código DP25002 e envolve especificamente o Tesla Model 3 do ano 2022. A estimativa oficial aponta um total de 179.071 veículos dentro do escopo da análise. O foco central é verificar se os controles de saída de emergência são facilmente acessíveis e claramente identificáveis.

O Tesla Model 3 utiliza maçanetas eletrônicas que dependem de alimentação elétrica para funcionar. Em caso de perda total de energia após uma colisão severa, passageiros e socorristas precisam acionar o destravamento mecânico interno. A petição afirma que esse mecanismo não seria suficientemente visível ou intuitivo, o que poderia atrasar o resgate.

O relatório preliminar menciona um incidente com feridos diretamente associado à petição. Porém, investigações jornalísticas recentes apontam outros acidentes fatais nos quais o projeto das maçanetas e dos comandos de abertura pode ter influenciado no tempo de resposta de resgate.

Entre proprietários do Model 3, há relatos de que o destravamento manual dianteiro fica próximo aos comandos do vidro, sendo acionado até por engano por alguns passageiros. Já no banco traseiro, o acionamento é descrito como menos evidente, sobretudo para quem não consultou o manual do veículo.

Especialistas destacam que, embora o design minimalista traga ganhos aerodinâmicos e estéticos, sistemas de segurança e redundância precisam ser de fácil compreensão mesmo sob estresse. Caso a agência conclua que o projeto dificulta a saída dos ocupantes, podem ocorrer medidas como aplicação de sinalizações adicionais ou eventuais modificações físicas no mecanismo.

A NHTSA afirma que a investigação ainda está na fase inicial de avaliação da petição e que a decisão sobre abertura de um processo formal de recall será tomada após a análise técnica dos dados coletados.

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