Xiaomi construirá própria fábrica de carros elétricos, em vez de depender de terceiros

De acordo com a mídia chinesa, a Xiaomi já completou a etapa de engenharia de seu primeiro carro elétrico, enquanto a integração de software do veículo está progredindo rapidamente e está a caminho de ser concluída em meados de outubro. O próximo passo para a empresa é começar a planejar a fabricação do veículo.

A imprensa citou duas fontes próximas ao assunto, que disseram que a Xiaomi não comprará uma participação em fábrica automotiva existente do Grup BAIC, como planejado inicialmente, nem trabalhará com fabricantes OEM. Em vez disso, a empresa decidiu construir sua própria fábrica de automóveis.

A Xiaomi ainda é nova na indústria automobilística, apenas anunciou em março de 2021 seus planos de fabricar um carro elétrico. Com seus planos ambiciosos de começar a fabricar carros elétricos em 2024, resta apenas cerca de um ano para construir a fábrica - é possível, mas o prazo é extremamente curto.

A empresa se comprometeu com o investimento US$ 10 bilhões nos próximos 10 anos para este projeto, então há orçamento para construir sua própria fábrica, isso não é um problema. Em novembro do ano passado, a Xiaomi assinou um contrato para construir sua sede de negócios automotivos e centro de pesquisa e desenvolvimento na China, incluindo uma fábrica anexada.

A capacidade planejada, uma vez que a instalação esteja em plena velocidade, é de 300.000 veículos por ano. A fábrica será construída em duas fases, porém; a primeira fase produzirá 150.000 veículos por ano, com a segunda fase chegando mais tarde. A Xiaomi quer que seu primeiro carro elétrico chegue aos consumidores em algum momento de 2024.

Por enquanto, a empresa ainda enfrenta atrasos com o licenciamento de seus novos negócios automobilísticos. Sem isso, a Xiaomi pode se concentrar apenas em pesquisa e desenvolvimento, não estando autorizada para iniciar a fabricação. Isso não impede a empresa de trabalhar em outras partes do projeto, no entanto. A empresa estaria usando todo o tempo que tem para desenvolver seu software de direção autônoma e tem planos ambiciosos para se tornar líder global nesse setor também.

Em algum momento a Xiaomi estava conversando com o Grupo BAIC e aparentemente estava prestes a assumir a instalação de produção da BAIC no leste da China. Uma parceria com o fabricante existente ou a aquisição de uma fábrica automotiva certamente aceleraria as coisas para a Xiaomi, contornando instantaneamente os atrasos de licenciamento. Parece, porém, que a empresa não está interessada em receber ajuda de algum negócio externo e quer ter 100% de controle sobre seu futuro veículo elétrico.

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