Estudo mostra quais países lideram esforços em energia limpa; Brasil é destaque

Um relatório mundial sobre empregos em energia renovável foi divulgado hoje, 22, e revela quais países estão liderando o mundo na fabricação e instalação de energia eólica e solar. O relatório é assinado pela Agência Internacional de Energia Renovável e pela Organização Internacional do Trabalho.

O estudo mostra que o número de pessoas que trabalham no setor de energia renovável continua crescendo. Em 2021, houve um aumento global de 700.000 novos empregos em energia renovável, o que elevou o número de empregos mundiais em energia renovável para 12,7 milhões, apesar da pandemia e da crescente crise energética.

Até 2030, sob um cenário de transição energética ambicioso, o número de empregos em energia renovável por todo o mundo pode aumentar para 38,2 milhões. A energia solar, que representa mais de um terço da força de trabalho total em energia renovável, é o setor que mais cresce.

A China é o principal fabricante e instalador de painéis solares fotovoltaicos e o número de empregos está crescendo. Os países do Sudeste Asiático estão se tornando grandes centros de fabricação de energia solar fotovoltaica e produtores de biocombustíveis.

A Índia, que atingiu mais de 10GW (Gigawatt) de energia solar fotovoltaica, criou muitos empregos de instalação, mas continua fortemente dependente de painéis solares importados.

Os países europeus agora respondem por cerca de 40% da produção mundial de energia eólica e, combinados, são os exportadores mais importantes de equipamentos de energia eólica. A Europa também está tentando reconstruir sua indústria de fabricação de energia solar fotovoltaica.

O Brasil, por sua vez, continua sendo o principal empregador em biocombustíveis e também está aumentando os empregos em instalações eólicas e solares. Enquanto isso, os Estados Unidos estão começando a construir uma base industrial local para seu emergente setor eólico offshore. O México é o principal fornecedor de pás de turbinas eólicas no Hemisfério Ocidental.

O papel dos países africanos é atualmente limitado, mas o relatório aponta que há crescentes oportunidades de emprego em energias renováveis descentralizadas, especialmente no apoio ao comércio local, agricultura e outras atividades econômicas.

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