EUA mudam fábrica de veículo elétrico para drones

O governo dos Estados Unidos concedeu um grande financiamento para a empresa Amprius. O objetivo é converter uma linha de produção de baterias para veículos elétricos civis em uma fábrica dedicada a componentes de alta densidade energética para drones militares. A mudança busca garantir o fornecimento local de tecnologia estratégica para a área de defesa.


A fábrica que será convertida fica em território norte-americano e é operada por uma grande fabricante da Coreia do Sul. O projeto de conversão deve ser concluído no início do ano de 2028. Quando estiver totalmente pronta, a instalação terá capacidade para produzir 12 milhões de células de energia anualmente.

O foco principal do projeto será o fornecimento de sistemas avançados para veículos aéreos não tripulados classificados nos grupos um, dois e três. Esses equipamentos militares exigem muita energia, frequentemente avaliada em kWh (quilowatt-hora), para suportar voos longos e alcançar altas velocidades medidas em km/h (quilômetros por hora). Com baterias de maior capacidade em kWh, as aeronaves ganham mais tempo no ar e mantêm o alto desempenho em km/h exigido para missões complexas de patrulha e monitoramento.

A demanda governamental por essas baterias cresceu depois que a Amprius recebeu uma grande encomenda de um cliente anônimo no ano de 2024. A compradora misteriosa foi descrita na época apenas como uma fabricante líder de sistemas de aeronaves sem piloto. Esse interesse motivou as autoridades a investirem na transição de uma fábrica que originalmente produziria peças para carros de passeio sem emissão de poluentes.

Os recursos governamentais vêm de um programa oficial focado em manter a base industrial de defesa do país. O diretor executivo da Amprius, Tom Stepien, afirmou em nota que o incentivo pretende estabelecer uma fonte primária de produção nacional de baterias. O executivo disse que a união da tecnologia da empresa com a capacidade de produção da parceira sul-coreana vai acelerar a adoção desse modelo no mercado em rápido crescimento.

A iniciativa reflete a estratégia do país em direcionar tecnologias criadas para o mercado civil para usos de segurança nacional. Com o avanço constante das máquinas voadoras de guerra, a criação de uma cadeia de suprimentos interna e livre de dependência externa tornou-se uma prioridade para o departamento governamental.

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