A Tesla reconheceu oficialmente um defeito de fabricação nos modelos da caminhonete Cybertruck produzidos antes do ano de 2026. A empresa estendeu a garantia do sistema de conversão de energia para um prazo de 8 anos ou cerca de 241 mil quilômetros. Os donos dos veículos que pagaram pelo conserto do próprio bolso serão reembolsados nas próximas semanas.


A decisão ocorre após meses de reclamações dos clientes em fóruns e redes sociais. Muitos proprietários precisaram pagar até US$ 7.200, o equivalente a cerca de R$ 36.728, para substituir a peça defeituosa. A montadora tentou tratar o caso inicialmente de forma discreta. Agora, a fabricante admitiu publicamente que os componentes eletrônicos antigos não atendem aos padrões de confiabilidade da marca.

Os veículos afetados incluem as versões fabricadas nos anos de 2024 e 2025. A garantia estendida significa que a peça agora faz parte da cobertura do motor, e não apenas da garantia geral do carro. A antiga garantia cobria apenas um prazo de 4 anos ou cerca de 80 mil quilômetros. O custo do reparo fora da cobertura original variava bastante, prejudicando o orçamento dos motoristas.

A Cybertruck do ano de 2026 já sai de fábrica com uma peça redesenhada para corrigir a falha. Esse novo componente possui uma garantia menor, com prazo de 7 anos ou cerca de 112 mil quilômetros. A Tesla também liberou uma atualização de sistema recentemente. O ajuste permite que o veículo use a rede de recarga rápida mesmo se a peça falhar, evitando que o carro pare na rua. O uso desses carregadores rápidos será gratuito para os afetados até que a falta de peças de reposição seja resolvida.

O problema elétrico se mostrou bastante comum entre os usuários. Uma pesquisa feita com donos apontou que 91 de 223 caminhonetes avaliadas precisaram trocar a peça. Isso representa quase 41% de falhas nas unidades consultadas. A peça problemática une dois sistemas essenciais de recarga. Quando o item quebra, a velocidade do carregamento doméstico cai de 48 amperes para 24 amperes e depois para de funcionar completamente.

Antes de assumir o erro de projeto, a Tesla oferecia um desconto no reparo como um gesto de boa vontade, reduzindo a conta para cerca de US$ 1.000, o equivalente a cerca de R$ 5.112. A empresa já adotou posturas parecidas no ano de 2020 com problemas de memória em telas antigas, mas apenas após investigações de órgãos governamentais de segurança. Outras montadoras também precisaram estender garantias por falhas elétricas no início deste ano. Além disso, a própria Cybertruck já passou por chamados anteriores para substituir outras peças problemáticas.